Profissionais da Unir ministram palestra a alunos do Curso de Formação Técnico-profissional da Polícia Civil

Na semana passada, um grupo de terapeutas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) em parceria com o Núcleo de Apoio Psicológico da Polícia Civil (NAPPCI), ministraram palestra acerca do estresse relacionado ao trabalho aos alunos do Curso de Formação Técnico-profissional da Polícia Civil 2018. A atividade aconteceu no auditório da Academia de Polícia (Acadepol) e contou com a presença do Delegado-Adjunto da Polícia Civil, Antônio Carlos dos Reis, do Diretor da Acadepol, Hélio Teixeira, alunos, policiais e demais convidados.

O Delegado-Adjunto da Polícia Civil, Antônio Carlos dos Reis, agradeceu a disponibilidade e parceria dos terapeutas da Unir com a instituição de segurança pública, assim como, parabenizou a iniciativa da policial e psicóloga Silvia Letícia pela implementação do projeto de atendimento psicológico aos policiais, revelando ainda a importância deste atendimento aos profissionais da Polícia Civil. “É  extremamente necessária a disponibilidade destes profissionais especialistas no atendimento de nossos policiais, cuidando e encaminhando para demais especialistas no intuito de garantir a saúde mental e a plenitude em suas atividades”, disse o Delegado.

A palestra, além do caráter didático e preventivo, objetivou difundir aos alunos em curso, os serviços oferecidos pelo NAPPCI assim como os resultados da primeira intervenção clínica decorrente do convênio NAPPCI e UNIR, a saber, “Avaliação inicial do estresse para formação de grupos terapêuticos”, iniciada na segunda semana de maio e que contabilizou em 11 dias de atendimentos cerca de 70 avaliações específicas ao estresse e demais encaminhamentos a outras especialidades.

A psicóloga e coordenadora do NAPPCI, Silvia Letícia, revela que “foi um trânsito intenso de policiais, muito embora estejamos em estruturação logística desses serviços, a ACADEPOL se tornou uma grande clínica psicológica com até três terapeutas por turno atendendo as mais distintas demandas psíquicas que emergem quando se olha para a dimensão subjetiva do servidor”, disse a Psicóloga.

Ainda de acordo com a psicóloga da Polícia Civil, em razão da complexa rotina de trabalho, muitos policiais não conseguiram concluir a avaliação clínica iniciada, dessa feita, prorrogar-se-á por mais uma semana a avaliação inicial do estresse, assim como as demais atividades dessa natureza. Tal medida visa contemplar estes policiais em sua iniciativa de romper com ideias erroneamente preconcebidas e o senso comum que por vezes, negam os aspectos psicológicos como determinantes no bem-estar do ser integral.

Silvia Letícia afirmou que um dos objetivos é a extensão desses serviços aos policiais civis do interior do Estado, pois o estresse relacionado ao trabalho tem feito sentir as suas consequências de forma cada vez mais forte, sendo este um dos grandes vilões responsáveis pela perda de qualidade de vida dos profissionais da segurança pública. “Destarte, o NAPPCI utiliza os estudos sobre psicologia da saúde cuja finalidade é atuar sobre os processos de estresse no trabalho, visando à saúde mental do trabalhador policial como um todo através de ações diagnósticas, preventivas e terapêuticas eficazes”, explicou Silvia.

Fonte: ASCOM/PCRO

 

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