Polícia Civil prende médico que atropelou mulheres e não prestou socorro

A Polícia Civil do Estado de Rondônia por meio da Delegacia de Ouro Preto do Oeste, prendeu na última segunda-feira (03/04), o médico acusado de ter atropelado, com uma Toyota Hilux, duas mulheres na noite do último sábado (01/04) e não teria prestado socorro. O preventivado foi localizado em sua residência, situada no bairro União. A ação foi comandada pelos delegados da Polícia Civil, Roberto dos Santos da Silva e Julio Cesar de Souza Ferreira,  que cumpriram no início da manhã o mandado de prisão preventiva contra o médico Leno Fagner Maltezo.

No transcorrer das investigações, o médico passou a ser o principal suspeito de ter atropelado as vítimas de 18 e 31 anos e de ter arrastado a motocicleta da condutora por mais de 200 metros pela avenida Daniel Comboni, no centro da cidade de Ouro Preto do Oeste. O fato foi comprovado por imagens de câmeras de videomonitoramento e por testemunhas que afirmaram ter visto Leno dentro do veículo citado acima.

Segundo o Delegado da Polícia Civil, Julio Cesar, a preventiva foi concedida em decorrência da grande repercussão que o caso obteve junto à sociedade ouropretense, que ficou abalada e com sensação de impunidade. O Delegado disse ainda que a alta velocidade da caminhonete e o fato de o acusado não ter se preocupado, no momento do acidente, se alguma das vítimas estaria presa junto à motocicleta que foi arrastada, contribuíram para que o Poder Judiciário expedisse o mandado.

De acordo com o Delegado da Polícia Civil, Roberto dos Santos, a polícia aguardou até o final do expediente para que o médico se apresentasse voluntariamente e entregasse o veículo envolvido no atropelamento, o que não ocorreu. Por esse motivo, conseguiram um mandado de prisão preventiva e busca e apreensão junto ao Poder Judiciário em desfavor do investigado.

Julio Cesar informou que o médico deu sua versão dos fatos, confirmou que estava conduzindo a caminhonete, mas que não foi sua intenção ter causado o acidente e tampouco o atropelamento. Justificou que estava sob efeito de medicamento e que não teria visto as vítimas.

“O Delegado da Polícia Civil, Roberto dos Santos, é quem irá relatar este inquérito policial e poderá manter o indiciamento por homicídio tentado, popularmente conhecido por tentativa de homicídio. Ou, no transcorrer das investigações, poderá desclassificar e, ao final, indiciá-lo por tentativa de homicídio culposo, quando não há culpa”, finalizou o Delegado Julio Cesar.

Após ser ouvido na presença do advogado, Leno Fagner Maltezo, foi conduzido até a Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste, onde aguardará os procedimentos legais da Justiça.

Fonte: ASCOM/PCRO com informações do Gazeta Central

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