Polícia Civil deflagra operação de combate à pedofilia em Rondônia

A Polícia Civil do Estado de Rondônia em ação conjunta com o Ministério da Segurança Pública, deflagrou na manhã desta quinta-feira (17/05), a “Operação Luz na Infância 2″, que visa combater crimes de pedofilia. A ação policial está ocorrendo em 24 estados, envolvendo cerca de 2,6 mil policiais civis com mais de 500 mandados de busca e apreensão. Em Rondônia, a Polícia Civil realiza seis mandados de busca e apreensão, sendo três em Porto Velho os outros três em Ji-Paraná, Colorado e Novo Horizonte. Na Capital, os trabalhos estão sendo conduzidos pela  Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

De acordo com a Delegada da Polícia Civil e coordenadora da ação na Capital, Márcia Gazoni, as equipes policiais fazem buscas por arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes. “Em Porto Velho foram apreendidos computadores e aparelhos eletrônicos que serão encaminhados à perícia, já no interior, dois flagrantes estão sendo realizados, pois o material já foi encontrado armazenado nas máquinas apreendidas. É  importante mencionar que a ação é realizada às vésperas do Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, disse a Delegada.

Márcia Gazoni, explica ainda que as investigações foram iniciadas pelo Ministério  da Segurança Pública em Brasília que identificou os alvos por meio de material obtido em ambientes virtuais. “A Polícia Civil de Rondônia realizou o monitoramento dos alvos, planejou e coordenou a operação local. Parte do material já adquirido apresenta indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva sobre o crime de pedofilia”, explica Márcia.

Segundo a Delegada-Adjunta da DPCA, Janaína Xander Wessel, os alvos monitorados têm aplicativos e ferramentas eletrônicas que baixam arquivos contendo cenas de pedofilia, esses arquivos às vezes são compartilhados e por vezes apagados das máquinas. “Para isso a Polícia Civil encaminha o material eletrônico para os profissionais especializados da perícia para constatação destes dados, comprovando ou não a prática criminosa”, comenta.

Janaína Xander explica ainda que qualquer cena de sexo, vídeos, imagens envolvendo criança ou adolescente é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. “O cidadão que receber estas imagens não deve replicar para demais pessoas ou colocar em grupos de redes sociais, pois além de expor a criança e dar munição para indivíduos que se utilizam desta modalidade, é crime promover a divulgação. A atitude correta é se dirigir até uma Delegacia de Polícia para realizar a denuncia”, afirma a Delegada.

É importante ressaltar que a Polícia Civil realiza primeiro o monitoramento, em seguida a ação de busca e apreensão das máquinas que recebem análise prévia, constatado o crime, o flagrante é realizado, caso não seja constatado no primeiro momento, o equipamento é encaminhado para perícia e após a extração dos dados e a confirmação da prática criminosa a autoridade policial representa pelo mandado de prisão que, após expedido pelo Judiciário é realizado o cumprimento pela Polícia Civil.

Fonte: ASCOM – PCRO

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