DECCV: CONCLUSÃO DO CASO NICOLAS NAITZ

Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios, esclarece e conclui o caso do bebê “Nicolas Naitz”

A Polícia Civil de Rondônia anunciou ontem, entrevista coletiva, o desfecho do inquérito instaurado para esclarecer o desaparecimento do recém-nascido Nicolas Naitz Silva, que foi dado como desaparecido em maio deste ano, em Porto Velho. A criança, segundo certidão de óbito, morreu em consequência de infecção e asfixia ocorrida antes do parto, e o cadáver foi incinerado por engano.

Segundo o delegado o delegado Jeremias Mendes de Souza, diretor da Divisão de Homicídios de Porto Velho, duas pessoas foram indiciadas por algum tipo de responsabilidade no desaparecimento do recém-nascido. Ele explicou ainda que confrontou informações e realizou reconstituições antes de concluir o inquérito.

Pelo que ficou apurado, Nicolas nasceu num hospital do município de Candeias do Jamary, mas, em decorrência de problemas detectados no parto, foi transferido inicialmente ao Hospital de Base Ary Pinheiro, logo em seguida a transferência seguiu para o Hospital Regina Pacis, em Porto Velho, onde morreu. O corpo foi levado para o Hospital de Base Ary Pinheiro, que possui geladeira, onde o cadáver seria mantido até serem cumpridas as medidas burocráticas e ser liberado para a família. Entretanto, foi recolhido por engano por funcionários da empresa Amazon Fort, que é responsável pela incineração de material hospitalar, inclusive de pedaços de corpos, como amputações.

As investigações iniciaram no âmbito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), onde foram ouvidos profissionais como médicos, enfermeiros, zeladores, seguranças, diretores de unidades médicas, além dos funcionários da incineradora Amazon Fort e da família da vítima.

No decorrer das investigações ocorridas na Delegacia de Homicídios, testemunhas afirmaram que viram o corpo do recém-nascido na incineradora, mas que não foi permitido pelo chefe do local a retirada do cadáver, uma vez que a norma da empresa incinerar tudo que ali chegar.

Uma médica e uma enfermeira, responsáveis pelo atendimento do bebê, foram indiciadas por falsidade ideológica, pois informaram no atestado de óbito do bebê, que este nasceu em uma ambulância. Segundo a Polícia Civil, a criança nasceu em um hospital do município de Candeias do Jamari.

No final de outubro o inquérito foi transferido para a Delegacia de Crimes Contra a Vida (DECCV), que concluiu e relatou o inquérito.

 

 

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